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Mobilizar a categoria para garantir o desenvolvimento da UNIMONTES!
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Os professores da UNIMONTES estão diante de um grande desafio que se liga ao futuro de nossa universidade. Universidade essa que tem sido vítima de uma gestão que emperra o pleno desenvolvimento da UNIMONTES e instaura um clima e tensão e de insegurança para os professores desenvolverem seu trabalho com qualidade. O choque de gestão do governador Aécio Neves tem diminuído progressivamente os investimentos necessários a universidade e os recursos destinados a educação. Para se ter uma idéia, os investimentos voltados para a educação aprovados no orçamento do Estado para 2010 teve uma redução de 6,8%, passando de R$ 4,98 bilhões em 2009 para R$ 4,65 bilhões de reais em 2010. A secretária estadual da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) Renata Vilhena alegou que a redução orçamentária foi causada por uma diminuição da arrecadação em virtude da crise econômica do ano passado. Ela apenas não revela porque o orçamento geral do Estado teve um incremento em comparação com o ano passado, passando de R$ 38, 97 bilhões em 2009 para R$ 41,11 bilhões em 2010. Oras, se teve queda da arrecadação como houve um aumento do orçamento? Renata Vilhena ainda descartou a possibilidade de reajuste para o funcionalismo público de Minas Gerais em 2010. O que acontece, de fato, é que tanto ela quanto Aécio Neves não priorizam a educação e nem estão sensíveis a situação dos servidores públicos do Estado, principalmente nós, professores universitários. A prioridade do governo do Estado em ano eleitoral e investir a maior parte dos recursos para entregar obras eleitoreiras para se elegerem novamente. Para onde vai a UNIMONTES? A situação dos professores da UNIMONTES está cada vez pior e o que está em jogo e a melhoria da qualidade da universidade. Ao observarmos a realidade de nossa instituição, vemos uma enorme insatisfação dos professores com relação a diversas questões relacionadas as condições do trabalho docente. Salários baixos, plano de carreira inadequado, déficit de professores, falta de equipamentos básicos, falta de estrutura, perseguições políticas e um ambiente anti-democrático tem causado muitas dificuldades para os docentes da UNIMONTES. Questões como esperar cinco anos para receber de acordo com a titulação adquirida, a divisão da categoria entre efetivos e efetivados e a ausência de uma política clara para o concurso que se aproxima tem gerado conflitos e favoritismos na categoria, tudo por causa de uma gestão equivocada e autoritária que ainda temos na UNIMONTES. É necessário que a categoria de uma resposta política aos desmandos da gestão da universidade e interfira de forma unitária nessas problemáticas. Afinal, os docentes são pedra angular (assim como estudantes e funcionários técnicos) para que nossa universidade se desenvolva como ela merece. E a arma do professor é a luta organizada e a mobilização da base para conquistar reivindicações que alterem esse rumo. A questão dos efetivos/efetivados e os concursos Essa é uma problemática que tem causado muitos problemas nas relações de trabalho entre os docentes. Não podemos admitir que haja uma divisão na nossa categoria entre efetivos e efetivados. Isso só interessa ao governador Aécio Neves e ao reitor Paulo César já que facilita a imposição de medidas que precarizam ainda mais as nossas condições de trabalho. Os professores efetivados não têm nenhuma responsabilidade por uma medida do governo do Estado e não podem pagar pelos erros cometidos por terceiros. O que foi determinado não tem volta. Juridicamente não é possível distinguir entre essas duas denominações. Ambos são professores universitários e devem ser reconhecidos como tal. Nesse sentido, é necessário que os professores lutem para que os professores efetivados tornem-se efetivos e essa figura do efetivado acabe. A forma como isso vai acontecer deve ser objeto de uma negociação entre nosso sindicato, a reitoria e o governo do Estado. O que devemos rejeitar é a proposta que a reitoria tem construído de abrir concursos para os designados e estimular que os efetivados prestem também como forma de se efetivarem, dependendo só da classificação que este conseguir obter. Isso ainda sem regras e definições claras. O concurso deve ser para diminuir o déficit de professores da UNIMONTES e caso haja uma enxurrada de efetivados prestando o concurso, o déficit de professores permanecerá pouco alterado. A nossa luta deve ser sim, pela abertura de concursos e do maior número possível de vagas. No entanto, essas vagas devem ser preenchidas ou por designados ou candidatos que ainda não estão vinculados a UNIMONTES e os professores efetivados devem tornar-se efetivos, assim não participariam desse concurso e seria negociado um mecanismo diferente desse concurso para que isso ocorra dentro dos trâmites jurídicos necessários. Somente através da luta organizada, pela base e com união será possível conquistar reivindicações que não joguem professores contra professores. Nosso inimigo não somos nós mesmos. Nossa luta deve ser unitária contra os desmandos dessa gestão da universidade, seja ela no nível de nossa universidade, seja ela no nível do Estado. Não à divisão da categoria dos professores! Efetivação imediata dos professores efetivados! Reajuste salarial para recomposição das perdas! Concurso já, com regras claras e de forma democrática! Plano de carreira já! Professor se titulou, receber de acordo com a titulação sem estágio purgatório!! Mobilizar a categoria e construir a greve!
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Reunião do Coletivo da Educação Infantil
8h, 14h e 18h30
Local: Sind-REDE/BH
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