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A política de abono imposta pelo Governo merece ser
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Repudiada

Trabalhador ajuda trabalhador - Solidariedade direta ao povo haitiano

O desastre natural ocorrido no Haiti desnudou uma enorme catástrofe social que já existia. É um dos países mais pobres do mundo, produto de dois séculos de intensa exploração por diversas potências. Calcula-se que hoje, após o terremoto, existam cerca de 200 mil mortos e quase 3 milhões de pessoas feridas ou desabrigadas.

Falta o básico: água, luz, comida e o mínimo de assistência médica. Os serviços de resgate são quase inexistentes e não há sistema de saúde para tratar feridos ou oferecer os remédios e atendimento básico de pronto-socorro: haitianos morrem sem ter direito a qualquer assistência. A falta de uma mínima infra-estrutura faz com que mortos se acumulem nas estradas e ruas, agravando o risco de epidemias.

A tragédia que alimenta interesses geopolíticos

Desde 2004, o Haiti foi ocupado pelas forças da ONU, dirigidas pelo Brasil, que ajuda os EUA a manterem os seus interesses na região. O discurso oficial prega que a presença militar no Haiti é necessária para que o país não se torne um caos. No entanto, durante os últimos cinco anos, nada foi feito para que as condições de vida do povo haitiano melhorassem.

O salário mínimo de aproximadamente 40 dólares é o mais baixo da América Latina, 80% dos haitianos viviam abaixo do limiar da pobreza. Mais de 70% da população vivia com menos de dois dólares por dia e 56%, com menos de um dólar. Cerca de 1/3 da população já dependia da ajuda alimentar para sobreviver mesmo antes do terremoto, assim como apenas 30% dos haitianos tinham acesso à rede pública de saúde. Sem falar na má qualidade das construções, devido à falta de materiais adequados e práticas incorretas de construção, o que agravou a fragilidade das casas e edifícios.

Solidariedade sem intermediários

Esta tragédia comoveu os povos de todo o mundo. Trabalhadores de vários países estão mobilizando-se para enviar ajuda e solidariedade ao povo haitiano. A solidariedade humana é um sentimento justo. É fundamental que os sindicatos, organizações estudantis e populares, organizações de direitos humanos - independentes de governos - arrecadem fundos que sejam entregues diretamente às organizações populares haitianas para que o próprio povo haitiano controle a ajuda humanitária que chega. Caso contrário, a comoção dos povos do mundo e os seus esforços para ajudar os haitianos ficarão em boa parte perdidos ou serão utilizados de forma indevida.

A CONLUTAS, junto com outras organizações operárias, já tomou a iniciativa de fazer uma campanha para recolher fundos e ajuda para levar aos trabalhadores e ao povo haitiano. Esta campanha reata a tradição os laços de solidariedade entre a classe trabalhadora do mundo inteiro. A CONLUTAS entregará essa ajuda diretamente às organizações operárias e populares do Haiti, como, por exemplo, BATAY OUVRIYE (Batalha Operária), uma das principais organizações operárias do Haiti que, desde o início, se colocou contra a ocupação militar feita pela Minustah e que encabeçou a recente luta pelo aumento do salário mínimo.

O Sind-Rede/BH já está integrado a esta campanha política e financeira de solidariedade ao povo haitiano.

Todos os trabalhadores que desejarem contribuir diretamente com os trabalhadores do Haiti deverão depositar na seguinte conta:

Banco do Brasil - Agência: 4223-4 Conta: 8844-7
Favorecido: Coordenação Haiti


Reunião do Coletivo da Educação Infantil 8h, 14h e 18h30 Local: Sind-REDE/BH


 

Sind-Rede/BH - Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte
Avenida Amazonas, 491 - Sala 1009 - Centro - Belo Horizonte / MG - Telefone (31) 3226-3142 - Fax (31) 3212-9044
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